Justiça decreta prisão de Marvin por envolvimento em chacina na Espanha

Defesa de Marvin recebeu com surpresa decisão da Justiça que decretou prisão preventiva do jovem.

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, na manhã desta quinta-feira (27), decretar a prisão preventiva de Marvin Henriques, por suposta participação no assassinato que vitimou quatro integrantes de uma família de paraibanos que vivia na Espanha, em 2016. À época, Marvin era amigo de Patrick Nogueira, que confessou à Justiça espanhola ter assassinado o tio, a esposa dele e dois primos.

À Justiça espanhola, Patrick apontou Marvin como cúmplice do crime. Ele revelou ter mantido contato com o jovem enquanto praticava os assassinatos.

O advogado Sheyner Asfora, responsável pela defesa do jovem, disse ao Portal Correio ter recebido a decisão com surpresa, já que Marvin não descumpriu nenhuma das medidas cautelares impostas a ele desde o mês de novembro de 2016.

Segundo ele, não ficou comprovada participação de Marvin no crime e nenhum fato novo que comprometesse a situação do seu cliente.

Sheyner explicou que ainda esta semana, Marvin deverá ser submetido a uma audiência de custódia. Ele adiantou que a defesa recorrerá às instâncias superiores para tentar reformar a decisão que decretou a prisão do jovem.

Entenda o caso

“Matei os quatro porque me parecia cruel matar só o Marcos. Não ia deixar uma família sem marido e sem pai. Eles não sofreram, não resistiram, não gritaram. Foi muito rápido”, declarou o assassino na época à emissora de TV Antena3.

Todas as vítimas foram mortas da mesma forma: com faca cravada no pescoço, rompendo a artéria aorta e a jugular. Ele matou primeiro Janaína, depois as crianças. Marcos Campos foi atacado instantes depois, ao chegar do trabalho, sem ter chance de reação. Depois, Patrick usou uma faca maior para esquartejar os tios. Os corpos dos adultos e das crianças foram postos em sacos plásticos.

No depoimento, Patrick ainda compromete o amigo Marvin Henriques Correia, preso em João Pessoa após a Polícia Civil apontá-lo como cúmplice do crime. O assassino confesso disse que conversou com Marvin enquanto cometia os crimes. A defesa do suposto cúmplice, no entanto, diz que o diálogo só aconteceu após as quatro mortes. Para a Justiça brasileira, Marvin já sabia que Patrick iria matar os parentes.

Ainda de acordo com a Antena3, Patrick contou que dormiu até tarde no dia em que cometeu os crimes, pois “tinha que estar descansado”. O assassinatos, conforme declaração de Patrick, foram premeditados. “Três dias antes, senti necessidade de matar. Isso acontece com frequência, desde os 12 anos. Quando acontece, eu bebo muito”, revelou.

Ele disse também que voltou à Paraíba depois de matar os parentes não com a intenção de fugir, mas porque queria se despedir dos familiares. Patrick se entregou à polícia espanhola no dia 19 de outubro de 2016. Ele permanece preso desde então.

Portal Correio

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