Justiça recebe denúncia contra Fabiano Gomes, e nega prisão

Denúncia requereu a prisão preventiva do radialista, entretanto, a juíza Michelini de Oliveira Jatobá negou o pedido

A Justiça da Paraíba recebeu uma denúncia do Ministério Público estadual (MPPB) contra o radialista Fabiano Gomes, no âmbito da Operação Calvário. A denúncia requereu a prisão preventiva do radialista, entretanto, a juíza Michelini de Oliveira Jatobá negou o pedido.

“Neste momento, não nos é dado saber, com segurança, se as circunstâncias que ensejaram o pedido de prisão cautelar ainda persistem, de modo a justificá-la, em toda a sua excepcional gravidade”, ressaltou a magistrada, acrescentando que “caso reste demonstrada a recalcitrância do denunciado, a acarretar risco de comprometimento das finalidades do processo, mas em termos concretos, a decretação da medida mais gravosa poderá ser reavaliada”.

Resposta

A juíza mandou citar o radialista para responder à acusação, por escrito, no prazo de 10 dias. “Na resposta, o acusado poderá arguir preliminares e invocar todas as razões de defesa, oferecer documentos e justificações, especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas, qualificando-as e requerendo sua intimação, quando necessário”, pontuou.

Acusação

Fabiano Gomes é acusado de tentar extorquir possíveis alvos da investigação da Operação Calvário e delas passando a exigir indevida vantagem econômica, sob o pálio de possuir informações privilegiadas e de conteúdo prejudicial às mesmas. Uma das vítimas, de acordo com o Ministério Público, teria sido o empresário Denylson Oliveira Machado, sócio-majoritário do Paraíba de Prêmios.

Operação Calvário

O comunicador Fabiano Gomes foi preso temporariamente, no dia 10 de março, em João Pessoa, na oitava fase da Operação Calvário. O mandado de prisão temporária determinou a permanência de Fabiano Gomes por cinco dias na Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, situada no bairro do Roger. Uma arma de fogo também foi apreendida com o comunicador na ocasião.

Na audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão de Fabiano Gomes e, quando o prazo se esgotou, a medida foi prorrogada por mais cinco dias. O pedido de prorrogação foi formulado pelo Ministério Público do Estado e pela Polícia Federal, alegando que Fabiano teria poder para interferir nas investigações da Operação Calvário. O objetivo da prorrogação, portanto, seria preservar o andamento das apurações policiais.

Defesa

O Portal Correio tentou entrar em contato com os advogados de defesa do comunicador Fabiano Gomes, para que se manifestassem sobre o recebimento da denúncia. Entretanto as ligações não foram atendidas.

Portal Correio 

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